quinta-feira, 19 de maio de 2011

UNEB na mídia: Reunião discute "decreto da mordaça"



Fonte: SulBahia News

Há quase um mês, mais de 100 mil alunos do ensino superior estão sem aulas na Bahia; a greve das universidades estaduais (Uneb, Uesb, Uesc e Uefs) tem por principal reivindicação a revogação do Decreto 12.583/11, que limita os gastos públicos e interfere direta e negativamente nas universidades por impedir a contratação de funcionários e investimentos em instituições públicas.

Com o objetivo de informar a sociedade sobre a situação vivida no meio acadêmico, e o porquê da paralisação e manifestações que vêm sendo realizadas, a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Campus X, em Teixeira de Freitas, organizou uma coletiva nesta quinta-feira, 19 de maio, em que expôs as dificuldades enfrentadas, as precariedades, e principais objetivos da Uneb.
A professora da Uneb em Teixeira, Luzeni Ferraz, afirmou que o principal objetivo da coletiva foi propagar o conteúdo do Decreto, e as consequências que o mesmo traz para o meio acadêmico. Segundo a professora, não só ocampus X como todos os outros 23 campi da Uneb, por toda a Bahia, participaram desse dia de mobilização.
O decreto 12.583/11 proíbe a contratação de funcionários, dificulta ou até mesmo impede a progressão de carreira dos professores, corta verbas destinadas a pesquisa, projetos de extensão, como também impede a promoção e participação de alunos e professores em eventos.
Durante a coletiva, o referido decreto foi apelidado como o “Decreto da Mordaça”, posto que, ainda conforme a professora Luzeni, o governo do Estado tem se mostrado irredutível e afirmou que não revogará o decreto. “Se eu convoco uma reunião, chego e coloco qual será a minha posição final e acabou; isso não é negociação”, disse a professora.
Os alunos também participam ativamente da greve, posto que são os principais prejudicados com a precarização do ensino superior. “A Uneb em Teixeira recebe pessoas de várias outras cidades, e até de outros estados, nós seremos os professores da educação básica de amanhã, e se nossa formação for feita de maneira deficiente, como vai ser mais tarde?”, questionou o aluno do primeiro período de Pedagogia, Davi Loyola.
A greve não possui, até o momento, previsão de término.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

UNEB na Mídia

COLETIVA COM A PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS VEÍCULOS DE IMPRENSA DE TEIXEIRA DE FREITAS E REGIÃO. 

O objetivo é divulgar a importância UNEB na região, dar visibilidade ao nosso movimento de greve e mostrar que os discursos do governo não condizem com a realidade das UEBAs. 

PROFESSORES E ALUNOS PARTICIPEM!!! DIVULGUEM!!! CONVIDEM A TODOS QUE PUDEREM PARTICIPAR!!!

Dia: 19 de Maio – quinta-feira
Local: sala de eventos do Campus X
Horário: a partir das 08h30min.

CONTAMOS COM SUA A PRESENÇA!!! 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Petição pela revogação do Decreto 12.583/2011

Olá, camaradas!

Nesse momento de luta, precisamos usar de todas as ferramentas possíveis para combater o descaso para com as universidades públicas baianas e cobrar do governo ações para melhorar o ensino superior e dar dignidade aos professores e estudantes que aí estudam, trabalham, militam, enfim, produzem conhecimento.

Abaixo, encaminhamos um link para uma petição pública pela revogação do Decreto 12.583/2011 que fere a autonomia das universidade, impede o desenvolvimento das pesquisas e prejudica todo o funcionalismo público, na medida que veta contratações e substituições.

Lute por políticas públicas dignas, assine também.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Os partidos políticos e o poder



Texto enviado por Marcelo da Silva A. Santos


O leitor atento deve ter observado através dos veículos de comunicação que uma “pequena onda” de greves assola o estado da Bahia. Médicos e funcionários da saúde, professores e servidores das universidades estaduais, além dos servidores da justiça comum da Bahia, que decidiram parar as atividades por vinte quatro horas todas as quartas-feiras. Mas um fato curioso chamou minha atenção na semana passada. O excelentíssimo secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, disse a uma emissora de TV que o balanço do movimento grevista dos profissionais da saúde era “positivo”. Positivo?! Sim, positivo. Segundo ele, o movimento não teria a adesão da maioria dos médicos e, portanto, o atendimento nas unidades de saúde transcorria na normalidade. Fiquei pensando com meus botões: como o mundo dá voltas!


Há alguns anos atrás, pairava a dúvida de como seria o governo petista. Como um partido que sempre trabalhou na oposição e atacava com veemência e de forma sistemática as ações governamentais trataria questões como salário mínimo, reforma agrária, educação, saúde, política de juros e inflação? O comportamento do PT governo, e aí estamos nos referindo especificamente à esfera federal, ainda que a esfera estadual não seja muito diferente, é de forma geral tão tradicional, ou até mais do que os governos anteriores, é o que percebe-se claramente na política econômica. Na verdade, aquele PT que acreditávamos trazer alternativas para políticas públicas, especialmente no que se refere a Educação e Saúde, não aconteceu e, pelo correr do tempo, não acontecerá.


A declaração do Secretario Jorge Solla comemorando o possível fracasso de uma greve revela a nova face de um partido construído sobre a base do movimento grevista no final dos anos setenta. O PT foi engolido pelo poder. Por outro lado, se a adaptação do PT ao posto de comando de um governo foi mais eficiente do que se imaginava, a do PSDB e do quase extinto DEM à oposição não foi tão bem sucedida: Lula praticamente não teve, e por enquanto Dilma não tem. Na verdade, o grande problema da Dilma chama-se PMDB. Um partido realmente “partido”, “rachado”, e cujo tamanho dos interesses nem sempre é equivalente ao “tamanho” dos cargos disponíveis na esfera estatal. Aqui na Bahia a oposição fragmentada pela adesão (ou cooptação, que é outra prática comum aos que estão com poder e que foi rapidamente apreendida pelo PT) de diversos ex-oposicionistas, pouco age para maximizar as vozes populares insatisfeitas com o governo Wagner. O fato é que todo discurso político muda quando se chega ao poder. O poder tem o “poder” de corromper, cooptar e entorpecer.

P.S. O poder é perigoso em qualque esfera, não apenas na política. Por isso, humildade!


quinta-feira, 12 de maio de 2011

Manifestação no Centro de Teixeira de Freitas



No dia 06 de maio de 2011 estudantes e professores do Campus X da UNEB se reuniram no centro de Teixeira de Freitas para protestar contra o decreto 12.583/2011 em defesa de uma universidade pública, de qualidade e acessível aos trabalhadores e trabalhadoras da Bahia. O ato iniciou-se com uma concentração na Praça da Bíblia, como panfletagem. Depois, os manifestantes se dirigiram ao principal semáforo da Av. Mal. Castelo Branco, onde fizeram paradas prolongadas para divulgação da greve.

O evento alcançou visibilidade dos motoristas e pedestres que passavam por aquela via, além dos comerciários e de seus clientes que, alertado pelas buzinas dos motoristas impacientes, vinham às portas para verificar o motivo da parada e do buzinasso.

A manifestação cumpriu seu objetivo de divulgação e de protesto. A polícia esteve presente, mas não interferiu na atividade. Embora alguns motoristas demonstrassem irritação e pressa, muitos respeitaram e apoiaram os professores e estudantes, compreendendo o significado da universidade pública para a região e a necessidade de se discutir políticas públicas mais eficazes para a educação pública.


Contamos com o apoio do Sindicato dos Comerciários (SINDEC), especialmente dos companheiros Leandro e Ijail, , que além de nos ajudar na veiculação da mensagem de áudio no carro de som, também acompanharam o ato até o fim, participando, inclusive da paralisação da avenida e da panfletagem no semáforo. 

O ato foi encerrado com um abraço fraterno na praça da bíblia, acompanhado de gritos de guerra uníssonos de professores e estudantes.

Veja mais fotos abaixo


























  

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Convocatória: Manifestação na Praça da Bíblia



Nesta sexta feira, 06 de Maio Manifestação do Movimento de Greve da UNEB, campus X em Teixeira de Freitas. Vamos juntos protestar contra o descaso com o ensino superior! E conclamar a comunidade para lutar conosco por uma Educação verdadeiramente pública e de qualidade! Professores, estudantes, sociedade civil, todos estão convidados a participarem conosco.

Concentração às 16:30
Local: Praça da Bíblia, Centro, Teixeira de Freitas, BA.
Caracterização: roupa preta 

Manifestação em 1º de Maio

No dia 1ª de Maio, professores e estudantes do Departamento de Educação Campus X foram às ruas protestar e informar à sociedade sobre a greve e a precarização do sistema de ensino superior da Bahia e contra o sucateamento da universidade pública e o Decreto 12.583/2011, que atinge não só as uiversidades, mas todo o funcionalismo público. Após a caminhada, concentramo-nos no local do evento realizado pelos sindicatos da cidade e apresentamos aos trabalhadores a situação pela qual está passando o ensino superior público.

Abaixo, algumas fotos da manifestação.

















segunda-feira, 2 de maio de 2011

Por que os professores da UNEB estão em greve?

Os professores da UNEB entraram em greve, no dia 26/04, em defesa da Universidade do Estado da Bahia, patrimônio do povo baiano. Diferente do anunciado pelo Governo Wagner na mídia, a Educação na Bahia sofre com o descaso deste governo: nas universidades estaduais faltam professores, salas de aula, funcionários e estrutura para o ensino, a pesquisa e a extensão. O orçamento destinado é insuficiente, apesar do Estado ser um dos mais ricos do país; os professores recebem os piores salários do Nordeste e não há políticas de assistência estudantil que garantam a permanência dos estudantes.

Há dois anos, as Universidades sofrem com o corte de verbas imposto pelo Governo através de decretos. Este ano, um novo decreto (DECRETO 12.583/11) foi editado, o que tem prejudicado o desenvolvimento das atividades acadêmicas e fere a autonomia universitária. Essa situação tem aprofundado o sucateamento das Universidades e penalizado os trabalhadores da Educação. Nós, professores, sofremos com o arrocho salarial e o bloqueio de direitos garantidos por lei. Além do decreto de contingenciamento, o governo cortou R$ 1,06 bilhão do orçamento do Estado alegando ser uma medida necessária para enfrentar os reflexos da crise econômica mundial. No entanto, a despeito do corte de gastos, o governo criou, recentemente, 143 cargos comissionados e mais 4 secretarias.

Na campanha salarial 2010, o governo demonstrou, mais uma vez, o seu descompromisso e intransigência com a categoria. Só um ano depois de protocolada a pauta de reivindicação, o governo abre as negociações. Embora não fosse a proposta ideal, o movimento docente mostrou-se flexível para viabilizar um acordo que recomporia, após 4 anos, somente uma parte das perdas salariais acumuladas em mais de 50%. No entanto, no momento da assinatura do Acordo, o governo impôs uma condição que congelaria o salário dos professores até 2015. Em outras palavras, na reta final da campanha, o governo mantém a sua postura autoritária e impede o desfecho da negociação.

Os professores da UNEB estão em greve e pedem o seu apoio:

- Pela Reabertura das negociações da campanha salarial 2010: contra o arrocho salarial!

- Pela Revogação do Decreto 12.583: em defesa da Autonomia Universitária!

- Valorização dos Trabalhadores Universitários

- Ampliação do quadro de docentes e técnicos, com base nas demandas das UEBA

- Regularização imediata de remuneração aos docentes e técnicos que atuam ou que venham atuar como dirigentes acadêmicos ou exercem funções administrativas de apoio ao funcionamento dos cursos de graduação e pós-graduação

- Revogação da Lei 7176

- Rubrica específica para implementação de Política de Permanência Estudantil

- Cumprimento do Estatuto do Magistério Superior e da Lei 11.375 que reestrutura as Carreiras dos Técnicos

- Mais verbas para as universidades

- Pagamento do adicional por insalubridade

- Pagamento imediato da URV