Fonte: SulBahia News
Há quase um mês, mais de 100 mil alunos do ensino superior estão sem aulas na Bahia; a greve das universidades estaduais (Uneb, Uesb, Uesc e Uefs) tem por principal reivindicação a revogação do Decreto 12.583/11, que limita os gastos públicos e interfere direta e negativamente nas universidades por impedir a contratação de funcionários e investimentos em instituições públicas.
Com o objetivo de informar a sociedade sobre a situação vivida no meio acadêmico, e o porquê da paralisação e manifestações que vêm sendo realizadas, a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Campus X, em Teixeira de Freitas, organizou uma coletiva nesta quinta-feira, 19 de maio, em que expôs as dificuldades enfrentadas, as precariedades, e principais objetivos da Uneb.
A professora da Uneb em Teixeira, Luzeni Ferraz, afirmou que o principal objetivo da coletiva foi propagar o conteúdo do Decreto, e as consequências que o mesmo traz para o meio acadêmico. Segundo a professora, não só ocampus X como todos os outros 23 campi da Uneb, por toda a Bahia, participaram desse dia de mobilização.
O decreto 12.583/11 proíbe a contratação de funcionários, dificulta ou até mesmo impede a progressão de carreira dos professores, corta verbas destinadas a pesquisa, projetos de extensão, como também impede a promoção e participação de alunos e professores em eventos.
Durante a coletiva, o referido decreto foi apelidado como o “Decreto da Mordaça”, posto que, ainda conforme a professora Luzeni, o governo do Estado tem se mostrado irredutível e afirmou que não revogará o decreto. “Se eu convoco uma reunião, chego e coloco qual será a minha posição final e acabou; isso não é negociação”, disse a professora.
Os alunos também participam ativamente da greve, posto que são os principais prejudicados com a precarização do ensino superior. “A Uneb em Teixeira recebe pessoas de várias outras cidades, e até de outros estados, nós seremos os professores da educação básica de amanhã, e se nossa formação for feita de maneira deficiente, como vai ser mais tarde?”, questionou o aluno do primeiro período de Pedagogia, Davi Loyola.
A greve não possui, até o momento, previsão de término.
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