Texto enviado por Marcelo da Silva A. Santos
O leitor atento deve ter observado através dos veículos de comunicação que uma “pequena onda” de greves assola o estado da Bahia. Médicos e funcionários da saúde, professores e servidores das universidades estaduais, além dos servidores da justiça comum da Bahia, que decidiram parar as atividades por vinte quatro horas todas as quartas-feiras. Mas um fato curioso chamou minha atenção na semana passada. O excelentíssimo secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, disse a uma emissora de TV que o balanço do movimento grevista dos profissionais da saúde era “positivo”. Positivo?! Sim, positivo. Segundo ele, o movimento não teria a adesão da maioria dos médicos e, portanto, o atendimento nas unidades de saúde transcorria na normalidade. Fiquei pensando com meus botões: como o mundo dá voltas!
Há alguns anos atrás, pairava a dúvida de como seria o governo petista. Como um partido que sempre trabalhou na oposição e atacava com veemência e de forma sistemática as ações governamentais trataria questões como salário mínimo, reforma agrária, educação, saúde, política de juros e inflação? O comportamento do PT governo, e aí estamos nos referindo especificamente à esfera federal, ainda que a esfera estadual não seja muito diferente, é de forma geral tão tradicional, ou até mais do que os governos anteriores, é o que percebe-se claramente na política econômica. Na verdade, aquele PT que acreditávamos trazer alternativas para políticas públicas, especialmente no que se refere a Educação e Saúde, não aconteceu e, pelo correr do tempo, não acontecerá.
A declaração do Secretario Jorge Solla comemorando o possível fracasso de uma greve revela a nova face de um partido construído sobre a base do movimento grevista no final dos anos setenta. O PT foi engolido pelo poder. Por outro lado, se a adaptação do PT ao posto de comando de um governo foi mais eficiente do que se imaginava, a do PSDB e do quase extinto DEM à oposição não foi tão bem sucedida: Lula praticamente não teve, e por enquanto Dilma não tem. Na verdade, o grande problema da Dilma chama-se PMDB. Um partido realmente “partido”, “rachado”, e cujo tamanho dos interesses nem sempre é equivalente ao “tamanho” dos cargos disponíveis na esfera estatal. Aqui na Bahia a oposição fragmentada pela adesão (ou cooptação, que é outra prática comum aos que estão com poder e que foi rapidamente apreendida pelo PT) de diversos ex-oposicionistas, pouco age para maximizar as vozes populares insatisfeitas com o governo Wagner. O fato é que todo discurso político muda quando se chega ao poder. O poder tem o “poder” de corromper, cooptar e entorpecer.
Há alguns anos atrás, pairava a dúvida de como seria o governo petista. Como um partido que sempre trabalhou na oposição e atacava com veemência e de forma sistemática as ações governamentais trataria questões como salário mínimo, reforma agrária, educação, saúde, política de juros e inflação? O comportamento do PT governo, e aí estamos nos referindo especificamente à esfera federal, ainda que a esfera estadual não seja muito diferente, é de forma geral tão tradicional, ou até mais do que os governos anteriores, é o que percebe-se claramente na política econômica. Na verdade, aquele PT que acreditávamos trazer alternativas para políticas públicas, especialmente no que se refere a Educação e Saúde, não aconteceu e, pelo correr do tempo, não acontecerá.
A declaração do Secretario Jorge Solla comemorando o possível fracasso de uma greve revela a nova face de um partido construído sobre a base do movimento grevista no final dos anos setenta. O PT foi engolido pelo poder. Por outro lado, se a adaptação do PT ao posto de comando de um governo foi mais eficiente do que se imaginava, a do PSDB e do quase extinto DEM à oposição não foi tão bem sucedida: Lula praticamente não teve, e por enquanto Dilma não tem. Na verdade, o grande problema da Dilma chama-se PMDB. Um partido realmente “partido”, “rachado”, e cujo tamanho dos interesses nem sempre é equivalente ao “tamanho” dos cargos disponíveis na esfera estatal. Aqui na Bahia a oposição fragmentada pela adesão (ou cooptação, que é outra prática comum aos que estão com poder e que foi rapidamente apreendida pelo PT) de diversos ex-oposicionistas, pouco age para maximizar as vozes populares insatisfeitas com o governo Wagner. O fato é que todo discurso político muda quando se chega ao poder. O poder tem o “poder” de corromper, cooptar e entorpecer.
P.S. O poder é perigoso em qualque esfera, não apenas na política. Por isso, humildade!

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